19 de agosto de 2010

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS… E O CRIME TAMBÉM

Por José Carlos Sá

Ontem estava muito ocupado para acompanhar as notícias sobre a “Operação Adamas” da Polícia Federal, para prender mais uma quadrilha que traficava diamantes originados na Terra Indígena Roosevelt, no município de Espigão do Oeste. À noite vi que só o nome da peça e dos atores é que foi mudado. O enredo era o mesmo: Alguém garimpa em local proibido, vende as pedras em Espigão do Oeste ou Cacoal. Um agente público, cidadão acima de qualquer suspeita – de preferência ficha limpa – serve de mula. As pedras são passadas para frente até chegar a Minas Gerais, onde há um esquema de lapidações*, que dão a forma final à pedra preciosa. Os diamantes, então, são enviados para o exterior. Esse é o roteiro original. Quando a PF aparece, o final é diferente.
Eu pergunto: entre uma temporada e outra, quando não ocorrem as operações da Polícia Federal, quantos diamantes saem do Brasil?
É mais um assunto que temos que combinar previamente. Não dá mais para ficar fazendo cara de “Eu não sabia”.
(*Oficinas em que se lapidam pedras preciosas. D.L)

Tags

diamantes Polícia Federal Roosevelt 

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Comentários

  • Montezuma Cruz disse:

    Ocorre, amigo Banzeiros, que a comissão especial de mineração até hoje adia o assunto. O contrabando, com mortos e feridos, canta de galo. E mais: se a Câmara dos Deputados aprovasse logo o percentual de cada um, indígenas, brancos e governo estariam em paz.

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