22 de maio de 2010

ENTRE TRILHOS E CANOS

Por José Carlos Sá

Com 88 anos desde o dia 20, o senhor Dionísio Schockness, de uma lucidez impressionante, contou-me parte da trajetória de vida dele. Entrou na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1934 como aprendiz de garagem de cegonha, cujo chefe era o pai dele. Passou por diversas funções chegando a fiscal de tração, que é uma espécie de inspetor da locomotiva que ia sair em viagem. Aposentado, foi trabalhar na Caerd, primeiro como soldador de canos de ferro, que eram usados para a distribuição de água. “O primeiro hidrômetro de Porto Velho, foi eu quem instalei em 1976”.
Quando eu falei em “Ilha do Presídio”, seu Dionísio corrigiu: “Ilha dos Ingleses. Eles [ingleses, diretores da EFMM] vinham de lancha na sexta-feira a tarde e voltavam na segunda-feira cedo, para trabalhar. Havia casas de madeira na ilha e eles vinham todos os finais de semana”.
– E o presídio? Perguntei.  “Foi construído pelo governador coronel Ênio Pinheiro e desativado pelo governador coronel Joaquim Vicente Rondon, que achava o presídio muito desumano”. (Foto: JCarlos)

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Dionísio Schockness História Ilha do Presídio 

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