A Mar escreveu e o Chico Lemos publicou no Gente de Opinião uma dica para quem, como nós três, não é chegado ao “tríduo momesco”. Enquanto a Mar escrevia, lembrei-me de quando trabalhei no Alto Madeira. O assunto carnaval estava comigo e a pauta do Paulinho Correia, editor de Cidade, era “continua Zé”. Não tinha mais o que dizer, já tinha falado da programação oficial, dos clubes, da Banda do Vai Quem Quer… Aí resolvi legislar em causa própria.
Escrevi uma página – mais ou menos seis mil caracteres (naquele tempo era máquina de datilografia, mas o esforço era o mesmo) – com dicas para quem não gosta de carnaval. Tinha de tudo: retiros católicos e evangélicos, cinema, filmes a serem locados, hotéis-fazenda…
A reportagem era aberta com uma frase do Manelão, a quem entrevistei e perguntei: – Quem não gosta de carnaval vai para onde?
– Para o hospício!
Foi sucesso. O Paulinho recebeu um telefonema no jornal que para mim representou o “Prêmio Esso”:
– Vocês são nojentos!
07 de fevereiro de 2010
