O Jornal do Senado traz uma reportagem sobre a possível obrigatoriedade do turno integral na rede pública para o Ensino Fundamental. Seria a volta do sistema que saiu de cena na década de 1920 para atender a grande demanda de alunos, que foram acomodados em turnos da manhã e tarde. No entanto, o entrave para a volta do integral é a sobrecarga das escolas. O censo do MEC citado na matéria aponta que as redes de ensino estadual e municipal estão com 97,9% das vagas preenchidas e que em Rondônia e Acre as matrículas superam o número de vagas, 100,7% e 101,1%, respectivamente.
O turno integral do tempo dos meus avós não era esse que algumas escolas tem por meio de programas do governo federal, como o Mais Educação, em que os alunos vão para casa e voltam no turno seguinte para algumas horas de atividades esportivas ou culturais. As crianças ficavam o dia inteiro na escola e tinham professores para acompanhá-los em todas as atividades.
O consultor João Monlevade destaca que trazer o integral de volta não significa garantir o resgate da qualidade do ensino. É preciso reformar o currículo e a gestão pedagógica do sistema, da rede e da escola. Será preciso também um batalhão de gente dedicada à educação de verdade. (Foto Marcela Ximenes)
