17 de setembro de 2009

SEMÂNTICA

Por José Carlos Sá

Na minha infância a palavra “miséria” e seus derivados não eram ditas em casa. Os mais velhos a substituiam pela palavra “pelada” e os mais jovens não ousavam dizer nada. Depois é que fui entender a carga semântica que a palavra carrega.
Lembrei disso ao ler nas folhas e saites caripunas sobre o novo foco de descontentamento em Porto Velho, no bairro da Balsa, que é mais um capítulo da história da ponte sobre o Rio Madeira.
Quando cheguei em Porto Velho, nos finais de semana acompanhava o meu colega João Evangelista (onde anda você?) que fotografava tudo. Numa dessas saídas fomos até o bairro da Balsa e perguntei a um dos moradores como era o nome dali. Ele respondeu na bucha: “Olhe em volta. Aqui é a Vila da Miséria!”.
Vôte.

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Bairro da Balsa Ponte do Rio Madeira 

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Comentários

  • Dênitz disse:

    Eu moro no bairro da balsa e o que está acontecendo lá é um verdadeiro descaso publico. A prefeitura abandonou a limpeza publica após a "federalização" da avenida. Carretas transportando soja passam ali diariamente derramando suas cargas em via pulica… Iluminação Publica? só nas taxas da CERON… e agora o DNIT, após levantamentos in loco e elaboração de laudos, quer pagar menos de 15 mil reais, por moradia, para a maioria dos moradores abandonarem seus lares e ir atras de novas moradias para a construção da ponte. Assim ninguem aceita né…

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