Acompanhava a Mar que fazia um texto onde relacionava os mortos ilustres que estão sepultados no Cemitério dos Inocentes, no centro de Porto Velho, com os nomes das ruas da cidade. Enquanto ela escrevia, eu folheava o livro “Achegas para a História de Porto Velho”, do Antonio Cantanhede, editado em 1950. Encontrei no livro a reprodução da Lei nº 3, de 9 de março de 1915, assinada pelo vice-presidente do Conselho Municipal, Luzitano Corrêa Barreto e autorizada pelo intendente Guapindaia, para “denominar as avenidas, ruas e travessas da vila [de Porto Velho] da seguinte forma: a travessa que separa a área da Madeira-Mamoré e a desapropriada para esta vila, ficava denominada Avenida Divisória; a segunda travessa, José de Alencar; e a terceira – José Bonifácio. A primeira avenida a partir da Avenida Divisória denominar-se-a Sete de Setembro; a segunda Rio Branco; a terceira Floriano Peixoto e a quarta – Pedro II”. Com exceção da Avenida Divisória, que hoje se chama Presidente Dutra, este pedacinho da cidade continua como o Major Guapindaia deixou.
20 de maio de 2009
