22 de outubro de 2008

FANTASMA

Por José Carlos Sá

Quando você não tem o que fazer, fica mexendo no que não deve. Ontem à noite, sem querer liguei o despertador do rádio-relógio de cabeceira. Na hora de dormir, capotei logo, enquanto a Mar rezava. Segundo ela, quando pedia a Deus pelas almas dos mortos da família, o rádio começou a falar alto assustando-a. Não foi um ‘sustinho’, não, foi daqueles sustos que provocam tremedeira e palpitação.

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