01 de julho de 2008

XENOFOBISMO

Por José Carlos Sá

Quando desembarquei em Porto Velho, em abril de 1986, ainda havia uma onda de xenofobismo dominando a cidade, especialmente entre as pessoas mais antigas – nascidas ou chegadas aqui na década de 50. Se diziam “rondonianas” para se diferenciar dos cristãos novos que chegavam de todos os lados. Também havia o costume, entre os descendentes dos ferroviários de origem caribenha, de mudarem do idioma em que conversavam quando aproximava algum “estrangeiro”. Isso tudo acabou no tempo, como os cutubas e os pele-curtas, que ainda insistem em sobreviver nas memórias dos antigos “guaporeanos”.

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