22 de setembro de 2026

Para além das bruxas de Cascaes

Por José Carlos Sá

Obra Cascaes, de Sílvia Zanatta Da Ros, um dos trabalhos expostos até o dia 25 no MarquE (Foto JCarlos/Arquivo)

Os artistas associados à ACAP, participantes da exposição “Tessituras do invisível – Desdobrando Cascaes”, em cartaz desde 10 de março na galeria do MarquE – Museu de Arqueologia e Etnografia/UFSC, encontraram uma forma muito especial de encerrar o evento: uma palestra sobre o homenageado, o professor e pesquisador Franklin Cascaes, responsável pelo resgate da cultura açoriana trazida ao litoral catarinense no século XVIII e que quase se perdeu.

A exposição, cuja abertura acompanhei, integrou as comemorações dos 50 anos da Associação Catarinense de Artistas Plásticos. Entre os primeiros associados estava justamente Franklin Cascaes, homenageado com releituras de suas obras nesta mostra que se encerra em 25 de setembro.

A presidente da ACAP, Maria Esmênia, enviou o convite para o encerramento, que contará com a palestra “Uma conversa sobre Cascaes interagindo com as obras dos acapeanos”, ministrada pela biblioteconomista Katiely Michielin. Mestre em Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGLit/UFSC), Katiely tem ampla atuação na preservação da memória, com experiência em centros de documentação governamentais, arquivos históricos e fotográficos.

Convite para palestra sobre as influências deixadas por Franklin Cascaes na cultura catarinense (Divulgação)

Seu currículo inclui ainda o trabalho direto na reserva técnica do Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MarquE/UFSC), onde realizou a catalogação e conservação da Coleção Elizabeth Pavan Cascaes, que guarda todo o acervo deixado por Franklin Cascaes.

Na palestra, Katiely pretende apresentar “uma antologia crítica e, acima de tudo, uma nova forma de apresentar Cascaes para o mundo: revelando uma obra que vai muito além das bruxas”, conforme destaca o material de divulgação.

Claro que não vou perder. Além de admirar os artistas que expuseram suas obras até agora, sou também um entusiasta de tudo o que Franklin Cascaes fez e representa para a cultura catarinense e brasileira.

SERVIÇO

  • O quê: Encerramento e palestra Uma conversa sobre Cascaes interagindo com as obras dos acapeanos

Onde: MarquE – Museu de Arqueologia e Etnografia/UFSC

  • Rua Engenheiro Agrônomo Andrei Cristian Ferreira, s/nº – Campus Trindade – Florianópolis
  • Quando: 26 de setembro de 2026, às 10h
  • Quanto: Gratuito

[Crônica CCX/2026]