
Será que Albert Einstein pensou na relação entre a duração da pilha e quantas pesoas olham as horas? (Imagem criada pelo assistente IAgo Copilot/Prompt e aperfeiçoamento BN JCarlos)
Quem acompanha o progresso da ciência sabe, desde 1905, que Albert Einstein nos apresentou a Teoria da Relatividade. Entre outras coisas, ela mostra que o tempo não é absoluto: varia conforme o observador. Há ainda o componente da gravidade — segundo Einstein, um relógio em um lugar de alta gravidade marcará menos tempo do que outro em ambiente de gravidade mais fraca.
Foi lembrando dessa teoria que participei de um diálogo curioso recentemente.
Estávamos aguardando o início de uma reunião quando alguém notou que os ponteiros do relógio de parede estavam parados:
— Parece que a pilha acabou. O relógio está parado…
— Mas como pode? Trocamos a pilha há pouco tempo — disse outro.
— Esse relógio deve estar quebrado. Lá em casa a pilha dura dois, três anos. Mas eu compro pilha boa, daquela do coelhinho — ponderou um terceiro.
Aí resolvi entrar na conversa, meio como gaiato:
— Quantas pessoas moram na sua casa?
— Hein? — respondeu, sem entender a relação entre relógio e pilha.
— Estou perguntando quantas pessoas moram lá e olham a hora no relógio.
— Uai, só eu! Moro sozinho…
— Então está explicado. Se apenas uma pessoa consulta o relógio, a pilha dura mais. Já este da sala de reuniões é olhado por muita gente, o tempo todo. Aí a carga se esgota mais rápido.
A expressão com que ele me olhou não foi das melhores. Fiquei com a impressão de que não gostou da minha aplicação prática da teoria de Einstein. Será que estou errado?
[Crônica CXXXI/2026]
