02 de dezembro de 2009

PAGANDO OS PECADOS

Por José Carlos Sá

Tirei a manhã de hoje para resolver problemas bancários. Fui cedo para o Banco do Brasil. Lá havia uma fila para saques, outra fila para depósito e a terceira fila para entrar na agência. Como acontece nesses lugares, as pessoas ficam vigiando para que ninguém fure a fila e quando isso ocorre é uma gritaria. Agora imaginem umas 40 pessoas em um pequeno espaço, uma balbúrdia só. Gente atendendo o celular e falando em voz alta. Foram 30 minutos que pareciam horas. Finalmente a agência foi aberta e os idosos colocados na frente. Peguei a senha e me assustei com o número: 501! Mas sou um privilegiado e logo fui atendido pelo gerente da minha conta. Tudo resolvido, parti para a segunda parte da missão, a pior: enfrentar a Caixa Econômica Federal. Para começar, a porta trava até se você estiver com moedas nos bolsos. Na minha frente uma mulher parecia carregar vários objetos de metal na bolsa, pois tirava as chaves, a porta travava; ela voltava, tirava não sei o quê e nada…
Senha 156, procurei ficar zen… Mas eu sempre digo que sofro com a Lei de Murphy. Chegando a minha vez, dois caixas se ausentaram e os idosos vieram para os guichês gerais.
Finalmente meu número foi chamado e depois da funcionária revirar um monte de gaveta veio me dizer que o meu cartão tinha sido devolvido para São Paulo.
– Por que, perguntei.
– Porque o cartão fica aqui só um ano e o senhor não veio buscar….
Falar o quê, era verdade.

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Banco do Brasil Caixa Econômica 

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