Completar dezoito anos de atividades se torna um marco digno de aplausos e reconhecimentos a duas pessoas que resolveram fazer de suas vidas um sacerdócio da olaria. Destaco uma frase de um dos responsáveis por esta comemoração, o mestre José Geraldo Germano: “trabalhamos com os quatro elementos da natureza: o fogo, a terra, o fogo e o ar. Esta é a nossa matéria-prima”.
Os mestres oleiros Geraldo Germano e Newton “Figureiro” Souza comemoram hoje, 9 de maio, mais um aniversário da Escola Olaria Beiramar, com a missão autoproposta de ajudar a preservar a memória da cerâmica figurativa e utilitária regional, que representa importante aspecto da cultura tradicional da cidade, herdada dos índios carijó, com a contribuição dos açorianos que desembarcaram na baía de São José a partir de 1750.
Eu tenho o privilégio, mesmo há pouco tempo, de acompanhar o trabalho dos mestres, agora na condição de aluno da oficina de cerâmica figurativa, através do PAC (Projeto Arte e Cultura Por Toda São José). Eu os conheci ao fazer uma matéria para o jornal ND sobre a importância cultural da cerâmica para São José, que já ostentou a denominação de “capital da louça de barro”.
Também compareci ao lançamento do livro “A Olaria Beiramar de São José e a trajetória de seus mestres José Geraldo Germano e Newton Souza” (Dois por Quatro Editora, 2022), de autoria Giana Schmitt de Souza e Jane Maria de Souza Philippi.
Deixo aqui o agradecimento e o reconhecimento pela contribuição que os professores Geraldo Germano e Newton dão à Cultura (com cê maiúsculo) josefense e catarinense.



