Na nossa caminhada matinal de domingo (30/1), ao passarmos pelo posto de gasolina, um dos frentistas nos perguntou se tínhamos visto um cachorrinho pequeno – mostrou com as mãos separadas o tamanho do animal – na rua em que estávamos. Dissemos que não, pois nenhum cachorro em situação de rua ou nas casas deles passam despercebidos pela Marcela. Fomos embora e na volta, por outra rua, vimos uma mulher parecendo desesperada, chamando por “Jolí”, mas ao mesmo tempo falando ao celular.
A Marcela foi saber se podia ajudar a mulher e vimos o cachorrinho dentro de um pasto, que tem um curso de água ao longo da cerca. O cachorrinho parecia estar acuado por um cão maior, que só olhava. Achei o portão do pasto e entrei. A Marcela chamava o cachorrinho que resolveu atravessar a água e foi na direção dela. A mulher, ao invés de ficar perto, foi embora em busca de alguém, sempre falando ao telefone (não precisava, ela gritava). Resultado, o cachorrinho deu um drible na Marcela e se mandou.
Depois ficamos sabendo que a Jolí, uma cadela da raça yorkshire, estava dentro de um carro que foi roubado na noite anterior em um assalto a uma sorveteria. O cãozinho foi deixado na loja de conveniência do posto onde passamos e deve ter fugido pouco antes. Tudo terminou bem.
Também terminou bem o roubo de um cãozinho da raça spitz alemão, o Maru, que foi tomado das mãos do dono dele, que passeava com o animal no bairro Capoeiras, em Florianópolis. A Polícia identificou os ladrões, pelas câmeras de segurança, assim como o adolescente, mandante do crime. A PM só encontrou o cão mais tarde, na casa de um terceiro. Como os coleguinhas não contam a história direito, não ficamos sabendo se o receptador também era criminoso ou se comprou o cão na inocência. Duvi-dê-ó-dó.
Como se não bastasse ter que viver em constante sobressalto, com medo de assaltos nas ruas, lojas, supermercados e em nossas casas, agora precisamos tomar cuidado para os nossos animais de estimação não serem levados.


