Quando passamos por este manequim verde em uma rua aqui do bairro, falei para a Marcela que eu tinha visto uma estátua de E. T. muito “fiel” em uma oficina da cidade de Igarapé, em Minas Gerais.
– E quem disse que os E.Ts. são assim? Inquiriu a esposa, que não se separa da jornalista hora nenhuma.
Foi uma boa pergunta na hora errada, já que eu estava dirigindo e não podia pesquisar para responder. A questão ficou ricocheteando na minha cabeça já que eu nunca havia parado para pensar nisso, mesmo tendo tido a minha fase de leitor compulsivo de assuntos relacionados a aparições de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), contatos imediatos de terceiro e quarto graus, abduções e afins.
Há muitos anos vemos a representação de E.Ts. macrocéfalos e com olhos pretos gigantes, imagem que foi reforçada pela literatura de ficção científica e pelo cinema. A década de 1950 foi considerada a “era de ouro” do cinemas da ficção científica ou da ficção especulativa, já que os diretores trabalhavam com o (in)consciente coletivo.
A história registra que o esteriótipo do E.T. enfocado nesta dissertação facebookista tem seu primeiro registo no livro Meda: A Tale of the Future (Meda: Um conto para o Futuro), de Kenneth Folingsby, que descreveu em 1889 as visões que teve enquanto estava em coma. Mais tarde, em 1993, o genial escritor inglês HG Well reforçou a descrição da aparência de um extraterrestre, no livro The Man of the Year Million (O homem do ano milhão) imaginando que “os seres humanos não tinham cabelo, boca ou nariz, mas teriam uma enorme cabeça em forma de lâmpada e um corpo pequeno”.

Em sentido horário: O E.T. de Varginha (Foto Paulo Pinto/Estadão); E.T. Auto Peças (Foto internet); Tatuagem das irmãs que viram um OVNI na avenida Jatuarana – Porto Velho (Foto Marcela Ximenes); caricatura do escritor HG Wells, que vivia pensando neles (Reprodução)
A descrição do homem do futuro de Wells serviu para ‘padronizar’ as representações dos visitantes do espaço por aqueles que tiveram contato com ele fisicamente ou em sonhos, como foi o caso do casal norte americano Betty e Barnet Hill, em 1961, que contam ter sido abduzidos e levados a uma nave cuja tribulação era de alienígenas com a compleição que conhecemos hoje.
Respondido, Marcela?


