09 de dezembro de 2021

Banda Marcial Popular Brasileira

Por José Carlos Sá

Banda do 63° BI se apresentando no Mercado Público (Foto JCarlos)

Na segunda feira (6/12) fomos ao Mercado Público de Florianópolis quando havia a entrega de prêmios às artesãs classificadas no 1° Concurso Crochetando o Natal, promovido pela Prefeitura. No vão central, apresentava-se a Banda do 63° BI (Batalhão de Infantaria) e estavam tocando, entre outras músicas, um pupurri do grupo de samba e pagode Raça Negra. A Marcela ficou encantada. Depois tocaram uma música de natal (que eu não conheço) e para encerrar a apresentação, a banda executou o Rancho de Amor à Ilha, que é o hino oficial da capital catarinense.

‘Crooner’ da Banda canta canções de natal (Foto Marcela Ximenes)

A Marcela disse que para ela foi uma surpresa quando ouviu há alguns anos, pela primeira vez, uma banda militar tocando músicas que você ouve no rádio e no cd, pois el pensava que essas bandas marciais só tocassem dobrados ou marchas militares.

Baú do Zé

Contei a ela que durante o Serviço Militar conheci um corneteiro, o soldado Jair, o “Bico de Lata”, que era músico profissional, tocando em bandas na noite em Ouro Preto – MG. Ele era um

No quartel, só músicas marciais (Foto Show de Bastidores)

excelente instrumentista e tirava os acordes que queria da corneta “lisa” Abre parênteses: É aquela usada pelos militares para emitir ordens de comando – sentido! alto! direita, volver!, etc. – e é necessária a vibração dos lábios do músico no bocal do instrumento para que o som seja produzido Fecha parênteses.

Pois bem. Uma noite voltávamos, em forma, do arreamento da bandeira e o Jair, corneteiro do dia, marcava a nossa cadência de marcha tocando o Hino do Flamengo. Ao passarmos em frente ao Cassino (alojamento) dos Oficiais, o oficial de dia saiu do prédio e mandou o cabo da guarda (eu) parar a tropa. O corneteiro tocou “alto”, eu me apresentei ao tenente, que deu uma descompostura no corneteiro, dizendo que ali era um quartel e só era permitido tocar músicas militares. Mais tarde este oficial lavrou uma parte contra o corneteiro, que ficou detido alguns dias no quartel.

Em outra oportunidade o mesmo oficial recolheu um violão e deixou detido o soldado Bueno, que nos entretinha com músicas do pessoal do Clube da Esquina na Casa da Guarda, onde as equipes em serviço descansam.

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Banda do 63° BI FAB Florianópolis Marcela Ximenes Mercado Público Raça Negra Serviço Militar 

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