29 de outubro de 2021

Visita inspirada

Por José Carlos Sá

Capa do LP Gagabirô, de 1985, com as famosas bonecas de papel marché (Foto Barclay/Divulgação)

Há pouco tempo assisti a uma live do cantor e compositor João Bosco, que eu prezo muito. Contando a história da vida dele, narrou como foi a composição da música “Papel Machê”, uma das minhas favoritas. A composição é resultado de uma visita do também compositor Capinam ao apartamento de João Bosco.

Segundo João Bosco, Capinam teria se impressionado com as esculturas, em forma de mulheres que a mulher dele, Angela, fez em papel marché e decorou o apartamento. Dias depois, Capinam enviou uma carta com a letra da composição para João Bosco, que considera uma homenagem do compositor baiano à Angela, para quem ele, marido, ainda não tinha dedicado nenhuma música. Gosto da música desde a primeira vez que a escutei no rádio.

Eu trabalhava na Rádio Guarani, de Belo Horizonte, lá por 1984, e um colega convidou-me para um chope após o expediente. Fomos para o Chaplin, que ficava sob o Cine Brasil (um dos mais antigos de BH), onde funcionou o Restaurante Popular, inaugurado por Juscelino Kubistcheck, quando prefeito.

No meio do salão, em um lugar elevado, um ringue de box, onde se apresentava uma cantora exageradamente obesa. Quando chegamos, me perguntava como ela foi colocada lá no palco. Me distrai conversando até que a cantora começou a cantar Papel Machê. Nunca tinha ouvido e nem ouvi mais interpretação igual àquela. Pena que naquele tempo eu não tinha a preocupação de anotar nomes.

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'Pracas' Baú do Zé Belo Horizonte Capinam João Bosco Juscelino Kubitschek 

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