14 de setembro de 2021

Culpar a rodovia já é tradição

Por José Carlos Sá

No Banzeiros há um ano. Tudo igual (Reprodução)

Este post de hoje é a repetição, com as mesmas palavras e motivações, mas com outros números e outros nomes, daquele texto que publiquei dia 27 de fevereiro de 2020. Desta vez aconteceram quatro mortes no intervalo de cinco horas na BR-282, a mais extensa rodovia federal em território catarinense, ligando o litoral até a fronteira com a Argentina no oeste do estado.

Agora o assunto volta à tona com a morte do cantor regionalista Airton Machado, líder do grupo regional “Garotos de Ouro”, em um acidente ocorrido na segunda-feira (13/9) e de mais três pessoas de uma família em outro acidente na mesma estrada.

Acidente com o ônibus da banda “Garotos de Ouro”, na madrugada de segunda-feira. Só viajava nele o líder do grupo e a esposa dele, que está hospitalizada (Foto PRF/Divulgação)

O atual placar macabro da PRF para a BR-282 aponta que nos últimos cinco anos já morreram 462 pessoas vítimas de acidentes de trânsito na rodovia federal e que de 1° de janeiro de 2021 até a tarde de ontem (13), foram registrados 818 acidentes com 61 mortos e 958 feridos.

Repito o que escrevi há mais de um ano, com o respaldo da Polícia Rodoviária Federal: A grande maioria dos acidentes foi causada pela imprudência dos motoristas ou motociclistas, que fizeram ultrapassagens em locais proibidos. Más condições da estrada e dos veículos também têm culpa nos desastres e nas perdas de vida.

A BR-282 necessita de duplicação em toda a sua extensão, sendo que, emergencialmente, a construção de terceiras faixas em trechos onde ocorrem mais acidentes seria uma solução, mesmo que temporária.

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