
Localização das defesas da Ilha de Santa Catarina (em vermelho) – Levantamento do Alferes José Correia Rangel – 1786 (Arquivo UFSC)
Não fosse a coluna “Bom dia“, do Fábio Gadotti, na edição do dia 8 (também conhecido como ontem) do jornal ND, não saberíamos que bem no centro da cidade de Florianópolis existia uma fortaleza militar, cuja construção foi concluída antes de 1774. Não há uma data precisa. Já havíamos visitado as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa, faltando o Forte de Santana – nas proximidades de onde foi construída a ponte Hercílio Luz -, que está em reforma. Tínhamos conhecimento das ruínas da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, que para visitar necessita de autorização do Exército para desembarcar na ilha, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina. Todas estas unidades faziam parte de um plano de defesa da vila do Desterro, mas que não funcionou na invasão do espanhóis em 1777. Os invasores desembarcaram em um local “improvável” e pegaram os portugueses desprevenidos.
O Forte de Santa Bárbara da Vila, que foi erguido em uma pequena ilha, tinha a responsabilidade de defender a baía sul e o Canal do Estreito da vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis. A instalação militar era ligada à ilha principal por uma ponte de arcos. Era guarnecido por espessa muralha e 13 canhões, sendo 12 de bronze e um de ferro. O prédio teve diversos usos, como enfermaria militar, Capitania dos Portos, sede do governo estadual e até um lazareto. Muitas obras foram feitas e descaracterizaram a fortaleza que quase foi demolida no início da década de 1970, quando foi feito um aterro na baía sul, deixando o forte longe do mar.
Atualmente abriga o Centro Cultural da Marinha do Brasil, com um museu com cerca de 1.800 peças relacionadas àquela arma. Abaixo algumas fotos que fiz na visita e a localização da fortaleza antes e hoje.

As gaiolas dos piratas foram usadas até o início do Século XIX na Europa e Américas. Eram usadas para expor piratas capturados vivos. Se o indigitado morresse no castigo, o corpo era deixado em decomposição (Foto JCarlos)

Armas usadas por mercenários. O governo brasileiro contratava mercenários para ajudar no “firmamento da nação”, conforme a legenda do mostruário (Foto JCarlos)

Aparelhos de telégrafo usados pela Marinha Brasileira, que foi pioneira no uso deste tipo de comunicação (Foto JCarlos)

Equipamentos usados pelos expedicionários brasileiros na 2ª Guerra Mundial. Do lado esquerdo, sabre e objetos que pertenceram a um oficial da Marinha (Foto JCarlos)













