As atrapalhadas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ontem, com o atraso na apuração e na divulgação dos votos me fizeram lembrar quando eu passava uma semana cobrindo apuração das eleições.

A partir da esquerda: Soldado vigia urnas (Diógenes Montenegro/AP); abertura de urna (Paulo Franken/Agência RBS); local de apuração (Blog Brasil de Longe)
Os votos eram contados primeiro, para checar se havia a mesma quantidade de eleitores; depois eram separados os votos válidos, os em branco e os nulos. A seguir era escolhido um vogal que “cantava” o que estava escrito na cédula. Na junta, havia quem anotasse os votos para prefeito e outro apontava os votos para os vereadores. Cédula com votos inelegíveis eram separadas para que a dúvida fosse sanada depois.
Antes do voto escrito em cédulas (estou falando o que vi, não sei como eram as eleições antes da década de 1960), eram distribuídos envelopes rubricados por todos os membros da sessão eleitoral e entregues ao eleitor, que colocava dentro os “santinhos” dos candidatos em quem iria votar. Era permitido aos candidatos deixar santinhos dentro da cabine indevassável de votação.
A alegação do TSE para o atraso na apuração e divulgação dos resultados das eleições 2020 foi a segurança cibernética, para evitar ataque de hackers.
Deu nostalgia, viu? Fui dormir sem saber quem seria o novo prefeito de São José da Terra Firma. Só soube hoje de manhã.
