Trombeta
Quando eu era criança fui apresentado a uma flor chamada trombeta (Brugmansia suaveolens) e informado que era uma planta tóxica e que devia ter cuidado e não brincar com ela. Acreditei e sempre tomei distância prudente do arbusto.
Agora recebo, em crônica do Rubem Alves, uma aplicação para a flor. Segundo ele este era um ingrediente que fazia com que as bruxas voassem: “Aconteceu, entretanto, que em decorrência dos seus perigos [da trombeta], as sacerdotisas trataram de inventar uma versão mais suave e segura. Em vez de beber, esfregar nas mucosas. (…) Assim, ao fazer a porção mágica, uma vassourinha de pelos macios ia mexendo a beberagem. A vassourinha de pelos macios era então usada para umedecer as mucosas das regiões entre as pernas, genitais. Assim, vinham-lhes deliciosas alucinações e elas voavam montadas na vassourinha (…).”
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Etiqueta
Assisti, numa das salas de espera da vida o trecho de um capítulo na novela Êta mundo bom!, que a Globo está reprisando. Na cena, uma personagem ensinava à outra como comer banana usando faca e garfo. Em 1988 eu mesmo recebi uma lição sobre o assunto. Estava tomando café da manhã em um hotel em Guajará-Mirim com a saudosa professora Kleón Marian, que usava faca e garfo para comer uma banana. Nisso surgiu o fotógrafo Rosinaldo Machado (que também estava na comitiva) e me advertiu: “Zé, comer banana assim é o primeiro passo para a baitolagem!”
O Rubem Alves, na crônica Etiqueta, comenta sobre como fazer uma “trouxinha” da folha de alface, já que os mestres em etiqueta ensinam que não se deve cortar a folha, mas ir dobrando – usando o garfo para fixá-la no prato e a faca como espátula – até que caiba na boca.
O que diria o Machado?



