O governo do Estado liberou o funcionamento de salões de beleza e barbearias e eu aproveitei para ir cortar os cabelos, pois já me sentia incomodado. Vesti uma máscara de tecido e fui ao salão onde sou freguês. Aguardei do lado de fora a minha vez, havia uma pessoa sendo atendida pelo Antônio, o barbeiro.
Na minha vez, o barbeiro contou que abriu o salão na segunda-feira, 6 de abril. “Trabalhei das oito horas da manhã às oito horas da noite sem parar nem para almoçar! Agora são nove e meia e o senhor já é o oitavo freguês que atendo”. Perguntei se ele ficou parado todos estas semanas. “O salão ficou fechado, mas eu deixei um papelzinho com o número do meu telefone e quem entrou em contato atendi com horário marcado, mas o meu prejuízo foi grande, ainda não parei para calcular quanto deixei de ganhar”.
Sem a intenção de consolá-lo eu destaquei a importância dele ter preservado a própria saúde e a saúde dos clientes, que vão voltar a procurá-lo outra vez.
