Praticamente todas as manhãs o dono da padaria em que compro o pão nosso me recebe com a frase: “Fazer o quê?”
No começo eu não entendi e perguntei: “Hein?”, pois não estávamos conversando; eu aguardava que ele registrasse os preços das etiquetas. – É que eu queria estar na cama agora, mas fazer o quê?
Respondi que nem sempre podemos fazer o que desejamos e que ele escolheu um ramo de negócios que não tem descanso, se não houver quem o substitua.
A resposta foi o bordão de autocomiseração: “Fazer o quê?”

