A fabricante do Jeep lançou uma campanha no Facebook pedindo que as pessoas enviem suas histórias que tenha o veículo como personagem. Algumas histórias serão selecionadas e servirão de roteiros para futuros comerciais. Eu lembrei de um causo, lá dos anos 1960, um casamento na polícia.
Eu deveria ter cinco ou seis anos e fui convidado para um casamento na polícia. Naquele tempo, quando uma moça donzela era desonrada, o pai da vítima ia conversar com o pai do ofensor. Se o rapaz não aceitasse casar, o pai da moça ia à delegacia, registrava o B.O e o casamento acontecia.
O meu padrinho, que era sargento da Polícia Militar e comandante do destacamento de Teófilo Otoni, foi enviado, com mais dois soldados, para acompanhar um desses casamentos forçados e eu fui junto. Para a ocasião, vesti o terno usado na Primeira Comunhão: paletó, camisa, bermuda e meias brancos e uma gravata borboleta preta.
No Jeep ia meu padrinho dirigindo, eu e um soldado no banco da frente e outro militar no banco de trás. Estava chovendo e um outro carro jogou lama no vidro do jeep. Eu me lembro de ter levantado de um pulo e acionado o limpador de para-brisa, que era manual. Fiquei com as duas manivelinhas nas mãos, prá lá e prá cá, tentando tirar a água do vidro e todo mundo rindo…
Do casamento… não me lembro de nada.


