06 de fevereiro de 2017

Um ‘é difícil’ chamado Prédio do Relógio

Por José Carlos Sá

Um dos vitrais do prédio (Foto JCarlos 2010)

Um dos vitrais do prédio (Foto JCarlos 2010)

Ainda está incerto o futuro do “Prédio do Relógio” uma das edificações remanescentes da extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O prédio, inaugurado em 1950 para abrigar a administração da ferrovia, foi passando de mão em mão e agora é reivindicado pela Prefeitura de Porto Velho para ser a sede da municipalidade.

Ocupada até há 20 dias pela Superintendência de Turismo, o prédio passaria por reformas profundas – quase uma reconstrução, pois tem infiltrações, goteiras, a umidade tomando conta de tudo, forros desabando e piso rangendo pelo peso dos anos. Na semana passada, a Setur suspendeu as obras e devolveu o prédio à Superintendência de Patrimônio da União (SPU)
O entrave agora é surreal. Acontece que o ex-governador Jorge Teixeira “doou” o “prédio do Relógio” ao (também) extinto Banco de Rondônia, o saudoso Beron, mesmo o imóvel pertencendo à União. Hoje, de forma irregular, a propriedade do edifício é da massa falida do banco. O SPU terá que retomá-lo para, então, transferir ao município – caso haja interesse.
Não sei ainda qual será o destino dos recursos de R$ 1,6 milhão, originários do BNDES, que seriam empregados na reforma abortada pela Setur.

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Beron BNDES EFMM Governador Jorge Teixeira Prédio do relógio Prefeitura de Porto Velho Setur SPU 

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