31 de outubro de 2016

Fugindo do pleito

Por José Carlos Sá

(Ilustra Neftaly Vieira/Jornal de Brasília, editado)

(Ilustra Neftaly Vieira/Jornal de Brasília, editado)

O domingo ensolarado e quente em Porto Velho no dia da eleição do segundo turno fez com que 74.741 (23,36%) dos eleitores aptos a votar escolhessem ir para outro destino que não as seções eleitorais. O motivo, talvez o principal, foi o rumo tomado pelos dois candidatos e seus respectivos torcedores, digo eleitores, durante os poucos dias que separaram o primeiro do segundo turno.

As trocas de acusações entre candidatos e eleitores, a propagação de boatos e de notícias falsas fez com esse grande percentual optasse por fazer qualquer coisa, menos votar. Conhecendo a população de Porto Velho, que é chegada a um “banho”, acredito que os balneários nas proximidades da cidade tenham ficado lotados, assim como as pérgulas das piscinas nos fundos das casas.

O percentual de votos nulos (4,98%) e brancos (1,95%) também demonstra esta insatisfação com os rumos passionais que a campanha para prefeito tomou. E pergunto para quê? Para quê desfazer amizades? E mais: Qual a vantagem de ser prefeito em uma cidade complicada como é Porto Velho? Aguardo sugestões.

Para terminar, sugiro a leitura do artigo do jornalista Gerson Camarotti, comentarista da Globo News, sobre o grande número de abstenções, votos nulos e brancos em todo país. Ele atribui isso ao “desencanto do eleitor“.

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Balneários Eleições 2016 Gerson Camarotti Globo News Porto Velho Segundo turno 

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