Há exatos oito anos a IMMA – Indústria Metal Mecânica da Amazônia, formada pela associação da francesa Alstom e a brasileira Bardella, se tornando a primeira empresa de bens de capital da Amazônia. A empresa começou com as encomendas de centenas de equipamentos da Hidrelétrica Santo Antônio, como grades de proteção das turbinas, comportas dos vertedouros principal, secundário e de passagem de troncos, stop-logs (um tipo de comporta de vedação) para as turbinas e vertedouros, pontes e pórticos rolantes, entre outros equipamentos eletromecânicos.
A expectativa, quando dos investimentos iniciais de R$ 90 milhões, era fornecer equipamentos para outras hidrelétricas programadas para a Amazônia. Não sei se atenderam a encomendas de Belo Monte, mas sei que contavam com as hidrelétricas Tabajara, em Machadinho do Oeste, e Tapajós, nos municípios de Jacareacanga e Itaituba, no Pará, entre outras. A usina de Machadinho agora se chama Conceição: “Ninguém sabe, ninguém viu!”. Tapajós já foi jogada para debaixo da grama.
Em Porto Velho a empresa prossegue na política de demissões já iniciadas há mais de três meses. O representante da CUT denunciou na Imprensa Caripuna que o sindicato e a central concorrente, CSB (Central de Sindicatos do Brasil), fizeram acordo com a empresa, prejudicando os metalúrgicos, sem tocar no assunto de que as demissões foram necessárias par falta de encomendas para a indústria.
O governo diz precisar de mais energia por um lado e estimula os grupos ambientalistas e sindicais a combater as hidrelétricas por outro! Quem entende?


