Ainda sobre os pequenos partidos colocados à venda uma historinha pessoal:
Lembrei-me de duas coisas quando lia a coluna do Léo Ladeia, citada anteriormente:
1 – Existia aqui em Porto Velho um cidadão cuja principal atividade comercial era criar, legalizar e vender partidos políticos.
2 – Eu era o secretário do diretório municipal de um partido cuja franquia estadual foi criada para servir de “estepe”, caso um partido grande não aceitasse registrar determinada candidatura. Redigia atas, colhia assinaturas, registrava no TRE, todas as atribuições de um secretário partidário. Inocente, puro e besta, eu ainda estudava o estatuto e lia os textos do nosso presidente/fundador.
Este partido ficou nas mãos do grupo a que eu pertencia por mais algum tempo após a eleição específica para a qual foi criado. Um dia, ao procurar os livros para atualizá-los, soube que a agremiação política fora vendida, tipo porteira fechada, e eu fui vendido junto, no mesmo pacote!
Desfiliei-me na hora.
