28 de março de 2016

Pontes que desunem

Por José Carlos Sá

Fiquei surpreso com o estado de trafegabilidade da BR-429, que liga a BR-364, na altura do município de Presidente Médici ao Vale do Guaporé. Asfalto novo (com pouquíssimos buracos), sinalização vertical e horizontal, uma lindeza, em que pese três trechos estejam sem pavimentação por se tratarem de “sítios arqueológicos”.

Falo isso por ter assistido, na administração Jerônimo Santana, uma conversa em que o Estado de Rondônia “estava proibido de tentar asfaltar a BR-429”, sob pena de sanções internacionais (o Banco Mundial não liberaria os recur$o$ do Planafloro). A estrada era muito ruim e eu só tinha ido, por terra, até Alvorada do Oeste. Do restante do caminho sabia por informações ou fotografias. As ONGs diziam que uma vez asfaltada, a estrada abriria caminho para o desmatamento e a soja. Mas ambos chegaram antes do asfalto.

Um outro ponto a destacar são as cabeceiras de pontes que não foram feitas. Duas ou três pontes ainda estão sendo concluídas – e o freguês precisa passar por pontes de madeira, algumas bem precárias, em que as águas dos rios que passam sob elas estão quase ‘lambendo’ as tábuas do piso. Fora isso, uma estrada em muito boas condições.

Não sei explicar sobre os sítios arqueológicos, mas sobre as pontes, temos garantias que o serviço será concluído este ano, segundo o Santo Toco, do Sticcero.

Vejam a situação:

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Ponte no município de Teixeirópolis (Foto Marcela Ximenes)

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Também em Teixeirópolis (Foto Marcela Ximenes)

Alvorada do Oeste

Em Alvorada do Oeste, a situação é precária

BR 429 (20)

Perto de Costa Marques, um ponte ainda em construção (foto com reflexo involuntário)

São Miguel do Guaporé

Aqui, em São Miguel do Guaporé, três pontes… Mas só uma presta

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Banco Mundial BR-429 governador Jerônimo Santana Planafloro Pontes Raimundo Toco Sticcero Vale do Guaporé 

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