Com a reentrada em funcionamento da UTE Termonorte II, a crise dos apagões tende a ser reduzida. Isso não é garantia, como explicou a nota do Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgada ontem. É preciso um reforço no circuito (linhão) entre Jauru-MT e Porto Velho, que só deverá ficar pronto em dezembro. Até lá, acende e apaga.
Aproveito para dar crédito a quem merece. O chefe da Casa Civil, Emerson Castro, durante os seguidos apagões, ao invés de ficar lamentando, passou a mão no telefone e foi à ação. No domingo, durante um dos apagões, fez contato com os secretários da Saúde, da Segurança Pública, da Justiça.
Ele estava preocupado “com a usina de oxigênio dos hospitais, com os cruzamentos com os semáforos apagados, com possíveis rebeliões nos presídios… Então foi isso que eu estava tratando o domingo todo… Falei também com o Procon, que fez um relato do que estava chegando [de reclamações] para eles. Vão me enviar um relatório que encaminharei ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual. Foi assim que passei o domingo inteiro, enquanto estavam me massacrando”.
O “massacre” a que o Emerson se refere foi as reações ao comentário que ele postou na pagina pessoal no Facebook, relatando o que ouviu do presidente da Eletrobras Distribuição Rondônia. A reação de Brasília com a emissão de uma nota pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), que é quase um ser imaterial, e o religamento da Termonorte mostram que o esperneio deu resultado.
Para quem não viu o que o Emerson escreveu domingo, está aí embaixo.



