Enquanto em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e até Londres se discute muito a questão das ciclovias, aqui, nestas paragens do poente das terras de Rondon, o tema não é popular, apesar do grande número de ciclistas transitando na cidade.
Oficialmente temos apenas uma ciclovia – na verdade ciclofaixa, aquela da rua Raimundo Cantuária. Uma outra ciclovia existe na avenida Mamoré e mais uma está sendo construída na rua José Vieira Caúla, das que eu tenho conhecimento.
Hoje pela manhã fiquei aguardando uma carona parado na esquina da Mamoré com Sete de Setembro. Segundo o Data Banzeiros, de cada dez ciclistas que passavam por mim, sete iam pela pista de carros e só três no espaço destinado a bicicletas. Este espaço, aliás, é mais usado por motocicletas que querem pegar um atalho ou avançar o sinal vermelho.
Outra observação. Apesar da ciclovia da Mamoré já estar pronta desde a administração Roberto Sobrinho, a via alternativa não é sinalizada. Talvez, por isso, a maioria dos ciclistas não a utiliza, apesar do grande fluxo de veículos que passam pela Mamoré durante todo o dia.

