Leio com satisfação que a escultura “Abraço de Ferro”, do artista plástico Júlio Carvalho, que estava na rótula da avenida Migrantes com Lauro Sodré e foi retirado para instalação de um semáforo, está restaurado e deverá ser instalado no canteiro central da avenida Jorge Teixeira.
Até aí tudo bem. A minha dúvida é em que momento esta escultura se tornou “histórica” como a Fundação Cultural está se referindo a ela?
Seria pelo tempo desde que foi instalada ou pelo longo período que ficou coberta pela ferrugem?
A escultura era denominada “A Joia”, conforme o próprio autor Julio Carvalho contou-me numa conversa. Ele disse que estava experimentando o encaixe de duas peças para a criação de uma joia e veio a ideia da escultura. Na administração Chiquilito Erse (não lembro se no primeiro ou segundo mandato) foram adquiridas dalgumas esculturas, entre elas esta a que estou me referindo e “O Galo”, aquela que ficava na rótula da BR-364 com avenida Campos Sales e que já foi revitalizada.
“A Joia”, quando foi instalada, ninguém sabia exatamente o que era. Havia uma estória que o Julio se inspirou em um jogo de basquete em que Chiquilito e Sebastião Valadares, ambos muito magros e altos, disputavam uma bola. Outra piada é que a escultura foi instalada em um cruzamento em que havia (e há) muitos acidentes. Ao ver a obra, o motorista diminuiria a velocidade, coçaria a cabeça e perguntava: “Que *orra é essa?”.


