15 de junho de 2015

POR POUCO

Por José Carlos Sá

Ao tirar o carro da garagem agora cedo, vi dois jovens atravessando a rua, na diagonal, em direção à minha casa. Em princípio pensei fossem catadores de produtos recicláveis (na segunda-feira, tem muita lata de cerveja vazia nas lixeiras), mas depois vi que o cara que estava mais a frente, de boné e bermuda, sem camisa (o segundo, de camiseta, bermudas, boné e sandálias brancas) estava com uma das mãos dentro da bermuda, arrumando alguma coisa, que me pareceu não ser os “documentos”.

Neste momento, enquanto eles ainda estavam no meio da rua, saíram de suas casas dois vizinhos, uma senhora com um bebê no colo e outro, mais perto da mina casa. Imediatamente os dois rapazes reduziram o passo e o da mão dentro da bermuda falou algo para o outro e ambos deram meia volta. Ficamos olhando para eles até que virassem a esquina.

Pedi a um amigo da PM para que solicitasse uma viatura para circular pelo bairro, mas era hora de troca de turno e não sei se foi possível. A impressão que ficou na minha cabeça é que escapei de um assalto. Por hoje.

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Cidade sem lei Escola de Polícia Insegurança PM 

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