Leio e ouço que Porto Velho está à beira do caos, que precisa só dar um passo à frente; que voltamos à economia do contra-cheque; que o pós-usinas (agora também tem as viúvas dasuzina) será catastrófico, repetindo o que a cidade já passou em algumas ocasiões, como na proibição dos garimpos de cassiterita (1970) e de ouro (1986); o fechamento da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1972); e as crises econômicas mundiais e federias, que faziam com que os salários dos “barnabés” se atrasassem (pessoalmente passei por isso até no primeiro ano do governo Bianco).
Sou burro e não enxergo esses sinais. Como no daltonismo, vejo outras cores; igual a Pollyana, sou otimista. Senão, porque um empreendimento como o Porto Velho Shopping iria se instalar aqui e, depois, construir uma expansão? Iriam trazer para cá uma concessionária da Jeep, cujo modelo mais barato custa R$ 70 mil e já podemos vê-los circulando na cidade? Um hotel da rede Slaviero, presente em 16 cidades e cinco estados e em expansão, viria para cá? E a loja Havan, que mal se instalou em Porto Velho, já anuncia lojas em Vilhena e Cacoal?
Se esses empresários fossem ler as colunas de alguns coleguinhas, nem desembarcavam aqui. Aí eu pergunto: O que eles estão vendo que nós não estamos? O que ganham esses falsos profetas do apocalipse, que torcem para que tudo e todos deem errado?
Ô raça!

