Li hoje o resultado de uma pesquisa do IBGE (pensei que só recenseavam gente) mostrando que 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cachorro (dados de 2013). A pesquisa também estima que a população de cachorros em domicílios brasileiros é de 52,2 milhões, o que dá uma média 1,8 cachorro por domicílio.
Desprezei os dados sobre gatos, porque quero fazer um comentários sobre um “vizinho” de rua. O “Íspaique” (Spike). Os donos dele o prendem fora de casa. Faça sol ou faça chuva ele está zanzando, comendo lixo quando é safra (segundas e quintas, quando o caminhão de coleta passa aqui) e bebendo água de esgoto. Quando foi adotado, tinha o pelo bonito e o tratavam quase como uma criança. Hoje está com o pelo imundo e são visíveis as marcas da “pira”. O animal é colocado para fora quando a família sai para trabalhar de manhã cedo e só lhe é permitido entrar no quintal à noite. Ficamos penalizados com a situação, já que também temos um cãozinho aqui e nos preocupamos se tem comida e se há sombra e água fresca à disposição dele.
No caso do Íspaique ficamos pensando: “Se não dão conta, para quê adotar?” Dá a vontade de fazer uma campanha para quem quiser salvar um cachorrinho é só passar na nossa rua e levar.
Dois abandonados:

Esse outro leva o “marmitex” para a residência (Foto Ricardo Ferreira – Av. Amazonas c/Elias Gorayeb)

