Minha mania de fotografar coisas curiosas me levou a criar pastas para organizar as imagens. Uma delas, que cresce rapidamente, chama-se “Projeto Casinha”. Dentro dela, há subpastas com nomes sugestivos: “Banheiros alternativos”, “Signos”, “Coisinhas bonitinhas nos banheiros”, “Mictórios interditados” e “Placas sanitárias”.
Na semana passada, para enriquecer a coleção, fotografei dois sanitários que, embora destinam-se à mesma finalidade específica, tinham louças impecáveis e limpeza exemplar, revelaram diferenças marcantes em localização e idade. Em ambos, vivi experiências inesperadas.
No restaurante Frigideira Catarina, instalado em um prédio antigo — tombado pelo Iphan e situado na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis — o banheiro é amplo e conserva móveis de época. Há até uma banheira e uma base de duche sob o chuveiro, para evitar que a água se espalhe. Um ambiente que mistura história e utilidade.
Já no Mercado Público de Florianópolis, a surpresa foi ainda maior. O acesso ao banheiro exige o pagamento em uma maquininha de cartão, que emite um recibo com QR Code, válido para uma única entrada. Lá dentro, o espanto: um aparelho de ar condicionado mantinha a temperatura em 19º, enquanto do lado de fora o calor beirava os 27º.
Ao selecionar as fotos para ilustrar essa crônica, encontrei uma imagem que fiz no mesmo banheiro do Mercado Público, em fevereiro deste ano. Comparem e entendam a minha agradável surpresa.
Confesso que fiquei tentado a permanecer ali indefinidamente, mas compromissos me chamavam. Fiz o registro e segui adiante, com mais fotos para a coleção — dos banheiros relatados e de tantos outros que cruzaram meu caminho, igualmente surpreendentes e compartilho com vocês.
[Crônica CCLXXI/2025]

O banheiro refrigerado, com acesso por QR Code do Mercado Público de Floripa (Fotos e montagem JCarlos)








