
Fiz a foto da obra Além do quintal em “3D” para mostrá-la por todos os ângulos (Fotos/Montagem JCarlos)
Desde agosto deste ano, os artistas reunidos na ACAP — Associação Catarinense de Artistas Plásticos — vêm participando de exposições coletivas que buscam reinterpretar os temas explorados pelos oito fundadores do grupo, nomes de destaque nas artes de Santa Catarina.
Os homenageados são Eli Heil, Meyer Filho, Franklin Cascaes, Pedro Paulo Vecchietti, Martinho de Haro, Rodrigo de Haro, Max Moura e Vera Sabino.
Participei da vernissage de lançamento da exposição Movências, em 19 de novembro, a convite da amiga jornalista Rosana Ritta, assessora de imprensa da ACAP. Naquele dia, porém, sofria de dores na lombar e apenas dei uma volta pela galeria, sem conseguir apreciar como gostaria as obras.
Voltei depois ao Museu Victor Meirelles, onde a mostra permanece até 2 de fevereiro de 2026. Agora sem dor alguma, pude olhar com calma, apreciar e tentar decifrar as confluências entre as obras apresentadas e os estilos dos artistas homenageados.
Invisíveis
Enquanto lia as legendas e fotografava as obras, encontrei uma das expositoras, a professora Maria Esmênia, que visitava a mostra com uma amiga. Pediu-me para fazer uma foto delas ao lado de sua instalação Manifesto da fresta. Claro que aproveitei e pedi uma foto “exclusiva” para os meus seis leitores.
A artista explicou que trabalha com a temática dos moradores de rua, “que veem o mundo por uma fresta”, e sugeriu que eu lesse o texto explicativo da obra. Respondi que, se eles veem o mundo por uma fresta, para a maioria das pessoas são quase invisíveis — só percebidos quando incomodam.
Nas fotos a seguir, mostrarei, primeiro um instantâneo do dia da abertura da exposição Movências, depois todas as obras expostas.
O bom é ir lá e vê-las pessoalmente.
[Crônica CCLXVII/2025]
SERVIÇO
- O quê: Exposição Movências
- Onde: Galeria do Museu Victor Meirelles — Rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis
- Quando: Até 2 de fevereiro de 2026. Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 15h
- Quanto: Entrada gratuita

Galeria do Museu Victor Meirelles, com a obra Encarnação – Estudo para alegoria em primeiro plano (Foto JCarlos)

A adversidade educa o redondo – pastel, lápis de cor, acrílico e caneta nanquim – David Ronce (Foto JCarlos)

Encarnação – Estudo para Alegoria – impressão sobre papel Canson, vazado e policromado – Gavina (Foto JCarlos)

Encarnação – Estudo para Alegoria – xilo|objeto, recortadas e policromadas em forma de cilindos – Gavina (Foto JCarlos)

Manifesto da fresta – instalação com cobertor, bambus e mapa mundi impresso – Maria Esmênia (Foto JCarlos)

Resiliência macro – instalação com obra pintada a óleo sobre papel grosso, três antotipias feitas com beterraba e uma árvore – Larissa Arpana (Foto JCarlos)

Resiliência micro – instalação composta por seis cianotipias e bromélias, que não aparecem na foto – Larissa Arpana (Foto JCarlos)




























