O meu tio-avô João Batista Moreira, ou Joãozinho, mas para mim, Zizinho, teve um passado de emoções. Foi soldado da Polícia Militar de Minas Gerais, sendo designado para participar das “volantes” que caçavam cangaçeiros no norte do Estado. Depois se inscreveu na Ação Integralista Brasileira, cuja ideologia era nacionalista, conservadora, católica (depois Zizinho aderiu às Testemunhas de Jeová), corporativista, fascista, anticomunista e municipalista. Ainda cheguei a ver algumas publicações integralistas, em uma a capa era o “monstro” comunista comendo uma criancinha. Este mito marcou o imaginário de toda uma geração.
Eu sabia o que era o Integralismo, mas nunca tive curiosidade de me aprofundar no tema, até que ganhei da Marcela o livro Fascismo à brasileira: Como o integralismo, maior movimento de extrema-direita da história do país, se formou e o que ele ilumina sobre o bolsonarismo (Editora Planeta/2020), do jornalista Pedro Doria e fiquei pasmo. É aquele velho chavão: “Conheça o passado para entender o presente”.
O integralismo tupiniquim, com o lema “Deus, Pátria, Família” foi inspirado no fascismo italiano de Benito Mussolini e na SA (Sturmabteilungen – Destacamento Tempestade), dos seguidores de Adolf Hitler, que tinham em comum a proteção ao chefe e o combate ao comunismo. O movimento, liderado pelo jornalista e deputado Plínio Salgado, durou de 1920 a 1940 e é considerado pelo autor “o maior movimento de extrema-direita no país até o surgimento de Jair Bolsonaro”.
É bom conhecer a História.


