Há seis anos éramos surpreendidos com a notícia do falecimento do jornalista Paulo Queiroz. Ontem cedo recebi este texto emocionado em honra à memória do saudoso PQ, de autoria do amigo Emerson Castro, que permitiu-me reproduzir no brog:
Hoje, completamos 6 anos sem o mestre da pena , Paulo Queiroz.
Sabe quando alguém parte e não deixa herdeiro?
Não me refiro ao sangue e sim, ao #legado.
Paulo foi um desses.
Estilo único, tecia com envergadura e profundidade, comentários acerca de nosso cotidiano político, sempre com virtuosismo cátedro e uma pitada elegante e sutil, de ironia , da qual poucos se apercebiam.
Alguns diziam que o Paulo era dado a bebericar, com a mesma desenvoltura que escrevia.
Pois eu conheci mais proximamente o Jornalista sóbrio, preocupado com a saúde, e com hábitos saudáveis.
Em minhas madrugadas pela academia Mahatma, nas quais ele invariavelmente estava pra fazer musculação ou hidroginástica, conversávamos muito.
Na esteira, dividindo aparelhos de ginástica e até na sauna, era sempre uma AULA e um privilégio estar com ele.
Ele falava e eu só ouvia, ou melhor, #absorvia.
Foi ele quem primeiro suscitou a possibilidade de eu ser vice-prefeito de Porto Velho.
Enxergava longe.
Era um oráculo.
Paulo do texto.
Paulo da pena.
Paulo Queiroz.
Que falta seus textos nos fazem hoje.
Paulo Queiroz e Paulo Francis. Dois Paulos únicos, muito assemelhados, cada um em seu universo. Ambos no #eterno, desdenhando de nossas medíocres e efêmeras disputas de poder…
Com todo respeito aos jornalistas de hoje, não perdemos só um cronista político.
Ficamos órfãos de Paulo e de pena.
Que pena de todos nós…
“O Fim
E no fim,
Que todo o meio valha a pena.
E se não valha?
E se não pena?
E se não fim?
E na pena,
Que todo o meio valha o fim.”
Emerson Castro, 09/03/2017

