08 de janeiro de 2009

TORTURA FÍSICA E MENTAL

Por José Carlos Sá

Passei ontem por uma prova para verificar se agüentaria ficar preso em Guantánamo. Fui ao dentista para manutenção, limpeza, estas coisas. Tomei um chá-de cadeira de hora e meia. Mas isso seria fichinha se na recepção do consultório a tv não estivesse ligada na programação idiota de final de tarde da SBT/Globo: “Kenan e Kel” (não existe vida inteligente na tv americana?) e depois “Malhação” e “Negócio da China”. Esqueci de levar um livro, mas declinei de ler revistas “Veja” antigas. Sobrevivi a esta fase da tortura. Aí veio a segunda parte. O serviço que seria de rotina complicou, o dentista cismou com meu dente siso e me engasguei com saliva e sangue. Ainda estou vivo, mas semana que vem tem mais. Deusolivre.

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Comentários

  • Caro amigo, aguenta (ih!, o trema caiu) firme e agradece por ter os dentes, ja que o Brasil é considerado um pais de desdentados, portanto, voce é um privilegiados por te-los. Nos anos 60, inicio de 70 (gostei disso, acho que nao vou mais escrever: quando eu morava aí…) só havia dois dentistas em PVH. Os dois atendiam pelo INSS, ou INAMPS, ou coisa que o valha. Mas, so dava o direito de extração. A criança ou o adolescente que tivesse a ma sorte de ter um dente cariado, se fosse pobre e nao tivesse condiçao financeira de ir “pelo particular” ja sabia: boticao. O Dr. Oliveira, ja naquela epoca, era bem idoso, tremia mais que o cliente. Seu consultorio ficava na Jose do Patrocinio. Pois bem. Nao podemos estranhar por sermos chamaos de “um país de desdentados”, ou, o povo, pobre é quem paga o pato, ou melhor, fica sem os dentes. Beijinho para a Mar e abraço fraterno para ti.

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