14 de maio de 2020

Uma polêmica de 126 anos

Por José Carlos Sá

Se discute há 126 anos a homenagem a Floriano Peixoto (Ilustra Divulgação)

Uma das discussões que teima em voltar periodicamente à tona é a troca do nome da capital de Santa Catarina, de Nossa Senhora do Desterro para Florianópolis. A troca se deu após a derrota dos rebeldes da Revolução Federativa, quando houve um literal banho de sangue. Cerca de 185 pessoas foram presas e, sem qualquer julgamento, morreram enforcadas, degoladas ou fuziladas. Entre os mortos, pessoas de destaque na sociedade como “o juiz Joaquim Lopes de Oliveira e o comerciante Caetano Nicolau de Moura – e militares – como o marechal Manoel de Almeida Gama d’Eça, o Barão do Batovi, um herói da Guerra do Paraguai”, destacou o site Monarquia Sempre.

Voltei a este assunto pelas mãos da Marcela, que me enviou um link com o jornalista Pedro Dória fazendo um Top Five dos piores presidente que o Brasil já teve e o Marechal Floriano Peixoto ficou em segundo lugar. O outro material trazido por ela foi uma crônica de Rubens Alves (o proscrito pela Seduc-RO), em que o autor justificava por que não moraria em Florianópolis: Se o nome fosse Floripa ele se mudava, mas como é Cidade de Floriano, preferia os perigos do Rio de Janeiro

A proposta de homenagem ao Marechal de Ferro foi feita em outubro de 1894 pelo deputado Genuíno Vidal, que justificou assim seu projeto: “que a vitória do presidente fosse eternizada com a troca do nome da cidade [Nossa Senhora do Desterro] para Florianópolis.