04 de maio de 2020

Pesar

Por José Carlos Sá

Aldir Blanc faleceu hoje, no Rio de Janeiro (Foto Léo Martins/Agência O Globo)

Lamento muito a morte do compositor e cronista Aldir Blanc. Ele nos deixa aos 73 anos, vítima da Covid-19. Aldir estava internado desde o dia 15 de abril, no Rio de Janeiro.

Entre outras músicas compostas em parceria com João Bosco, a mais emblemática é O bêbado e a equilibrista, que foi feita ainda no calor da morte do Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho (Choram Marias e  Clarices no solo do Brasil), em 1975 e fez sucesso na voz de Elis Regina. Destaco ainda Amigo é pra essas coisas, Bala com bala, Querelas do Brasil, Agnus sei, Dois pra lá, dois pra cá, Incompatibilidade de gênios e a minha predileta sobre todas Corsário (Meu coração tropical está coberto de neve mas/Ferve em seu cofre gelado, a voz vibra e a mão escreve:/ Mar).

Como cronista, acompanhei os textos dele publicado no Pasquim, que foram reunidas no livro “Rua dos artistas e arredores”, que eu também tinha.

É mais um brasileiro de talento que nos deixa.

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Aldir Blanc COVID-19 Elis Regina João Bosco Pesar Vladimir Herzog 

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Comentários

  • Leo Ladeia disse:

    Seo Zé, eu não resisti… Gosto de tudo o que ele fez, mas inclua por favor nestas suas memórias a aula de história do Brasil em “O mestre-sala dos mares”. Quanta sutileza para falar de João Cândido Felisberto, o líder da “Revolta da Chibata”. É de arrepiar.

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