21 de abril de 2020

Candelária – O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

Enfermaria do Hospital da Candelária (Foto internet)

Aproveitei a oportunidade do aniversário de 20 anos do lançamento para reler o livro “Candelária – Luz e sombra na trajetória da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, do médico Aparício Carvalho. A obra trata dos aspectos sanitários adotados durante a construção da histórica ferrovia, que tinha entre os mosquitos, vetores de doenças, o principal entrave para o avanço dos trabalhos. A vida útil dos trabalhadores, antes da adoção das medidas de salubridade, era de quatro meses.

Carl Lovelace, chefe do serviço de saúde da construtora da EFMM, tendo ao lado o sanitarista Oswaldo Cruz e o médico Belisário Pena (Foto Fiocruz)

Baseado nos relatórios dos médicos do Hospital da Candelária e o do sanitarista Oswaldo Cruz, que visitou a obra em 1910, o autor demonstra como a construtora conseguiu levar a termo a instalação dos trilhos nos 366 quilômetros entre Porto Velho e Guajará-Mirim. Depois desta trabalheira toda, de tantas mortes, a ferrovia foi extinta em 1966 e parou definitivamente em 1972.

Houve várias tentativas de restauração de trechos da antiga estrada de ferro para passeio turístico, mas sem continuidade. A última vez que embarquei em um vagão da EFMM foi justamente no lançamento deste livro.