25 de março de 2020

São José 256 anos – Em busca das raízes: O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

O livro foi editado em 2006 (Foto JCarlos)

As raízes, citadas no título do livro, foram buscadas no Arquipélago dos Açores de onde vieram os colonizadores responsáveis pelo povoamento de regiões de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e uma pequena região do Uruguai. o autor, Vilson Francisco de Farias, ele mesmo um descendente de uma das famílias que para cá vieram a partir de 1748.

O livro faz um paralelo entre a ocupação das nove ilhas do arquipélago e no litoral sul do Brasil, ocorridas, evidentemente, em períodos diferentes. Os Açores receberam portugueses, espanhóis, árabes, flamengos e franceses. Já o litoral de Santa Catarina recebeu portugueses do continente, portugueses das ilhas dos Açores,  africanos escravizados, depois alemães, italianos e a migração interna.

A procissão de Senhor dos Passos foi uma das tradições trazidas dos Açores e que é mantida até os dias de hoje (Foto Arquivo Secom/PMSJ)

Também são descritos aspectos culturais e folclóricas que foram trazidos e que permanecem vivos, como a procissão de Senhor dos Passos, o Boi-de-mamão, Pau-de-fita, a malhação de Judas, o Divino Espírito Santo e a farra do boi (este costume está proibido e é reprimido pela Polícia Militar).

Um pecado no livro é falta de revisão. Alguns dos escorregões do autor: “1808 – A transferência do Príncipe Regente D. Pedro VI e sua Corte Portuguesa para o Brasil” Não seria D. João VI?

Outra: “1822 (02/09) –  É considerada oficialmente a data da independência do Brasil (…)” Não seria 7 de setembro?