13 de março de 2020

A maldição do relógio digital

Por José Carlos Sá

Enquanto aguardava que o vendedor concluísse meu atendimento, chegaram ao local pai e filho. O menino, de uns sete anos, foi atraído por um relógio  digital dourado, exposto na vitrine.

– Pai, me empresta dinheiro para comprar esse relógio? É só 20 reais…

– Não. Compre com o seu dinheiro.

– Compra pra mim, em casa eu pago você…

– Não. Você não está guardando dinheiro para comprar um fone?

– Compra, pai, é só 20 reais…

E o “convencimento” continuou até a hora em que fui embora. Não sei se o garoto dobrou o pai.

Eu olhava a hora a toda hora, para mostrar o relógio novo (Foto Tecnoblog)

Me lembrei que na década de 1970 comprei (ou ganhei de mãe) um relógio Casio digital, recém lançado e fui estreá-lo na casa da namorada. Como é normal nestas ocasiões, eu olhava a hora a todo momento e passava a mão esquerda nos cabelos, para ajeitá-los.

Lá pelas tantas, a cunhadinha veio me falar: “Zé Carlos, a Magda [minha namorada] diz que quem usa esse relógio é porque não sabe olhar as horas no relógio de ponteiro…

Fiquei desapontado.

Depois, para consertar a situação, disse: “Eu aprendi a olhar horas em relógio com algarismos romanos, tá, papuda?”

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Baú do Zé Relógios Casio 

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