26 de fevereiro de 2020

Sob controle #SQN

Por José Carlos Sá

O coronavírus chegou (oficialmente) ao Brasil nesta terça-feira, 25/02. Um homem que veio recentemente da Itália teve os sintomas da doença – febre, tosse seca, dor de garganta e coriza – e o primeiro exame deu positivo.

Ontem, mais cedo, a imprensa internacional divulgou imagens do vice-ministro da Saúde governo do Iraque, Iraj Harirch, visivelmente incomodado por um possível mal-estar.  O evento era o anúncio das medidas adotadas para o controle do coronavírus no Irã. “O país está entre os mais afetados pela epidemia”. Harirch fez exame que deu positivo para o Convid-19.

Uma situação parecida ocorreu há 28 anos. Em fevereiro de 1991 surgiram casos de cólera no Peru, depois que um navio lavara tanques de dejetos na costa daquele país, contaminando águas e pescado. A economia peruana é baseada justamente no pescado e, à medida que apareciam novos casos da doença, as exportações de frutos do mar desabavam. O então presidente Alberto Fujimori e o ministro da Agricultura e Pescados, Enrique Rossi, saíram às ruas, acompanhados de fotógrafos e cinegrafistas, comendo “ceviche”, uma iguaria tradicional feita com peixe cru, para mostrar que a causa do cólera era outro.

Não deu outra. Rossi foi internado com cólera, mas oficialmente ele adquiriu uma “estranha”.

Pouco tempo depois a epidemia atingiu outros países das Américas, onde as condições de higiene eram mais precárias. Porto Velho fez parte da rota da epidemia, com poucos casos.

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