23 de fevereiro de 2020

Lampião em Florianópolis

Por José Carlos Sá

O último baile do cangaço em representação de xilogravura (Reprodução Protegidos/Divulgação)

A Marcela foi pautada para cobrir o desfile das escolas de samba do Grupo Especial na Passarela Nego Quirido, ontem (23/02). Um dos enredos chamou minha atenção por gostar do tema: “O último baile do cangaço”, defendido pelo Grêmio Cultural Esportivo e Recreativo Escola de Samba Os Protegidos da Princesa.

O primeiro carro alegórico representando as festas religiosas, antecedido por uma ala de romeiros (Foto Marcela Ximenes)

Aproveitando a linguagem da literatura de cordel os Protegidos contam a história de uma fictícia festa em homenagem a São Pedro, realizada na fazenda Bonito de Santa Fé, no distrito de São José da Passagem – RN, em junho de 1938. Conta o enredo que a festa mal tinha começado e chegou o capitão Lampião acompanhado por mais de cem cangaceiros, muitos com suas respectivas companheiras. Lampião apeou do cavalo e disse para que ninguém corresse, pois eles queriam só se divertir. O baile teria durado até o amanhecer, quando o bando montou em seus cavalos e foi embora pela caatinga. Cerca de 11 membros do bando, inclusive Lampião e Maria Bonita, seriam mortos dali a um mês.

O desfile foi interessante e bem realizado, com as diversas alas contando o enredo. Algumas fotos:

Abre alas (Foto Flávio Tin/ND)

 

Alas das baianas cangaceiras (Foto Flávio Tin/ND)

Último carro, o “Cangaceiro das Trevas”, representando a morte de Lampião (Foto Flávio Tin/ND)