02 de janeiro de 2020

Barrados no baile

Por José Carlos Sá

O atual governador (dir) não teria convidado o ex-governador para inauguração da ponte Hercílio Luz (Fotos Secom/Divulgação)

Um assunto que foi muito explorado pela imprensa florianopolitana na véspera e no dia da reabertura da ponte Hercílio Luz (30/12) foi o desabafo do ex-governador Raimundo Colombo, em cujo mandato foram realizados 80% das obras na ponte. Colombo reclamou de não ter sido convidado pelo governo para a reinauguração da ponte. O atual governador Carlos Moisés, através da assessoria, disse que o convite foi enviado para Colombo. A afirmativa foi negada pelo ex.

Em Rondônia assisti a duas saias justas semelhantes a esta. Era governo Ângelo Angelin e estávamos na abertura de uma das edições da Expoari (Exposição Agropecuária de Ariquemes). Por determinação de alguém, o Cerimonial não previu a fala do prefeito da cidade, o imprevisível Ernandes Amorim. Quando faltava só o governador para “fazer o uso da palavra”, Amorim tomou o microfone das mãos do locutor do evento, fez o discurso dele xingando todo mundo, jogou o microfone no chão e foi embora. Todos ficaram abestalhados.

A outra falta de cortesia foi na inauguração do Centro de Medicina Tropical de Rondônia, o eficiente Cemetron. O hospital foi totalmente construído no governo Ângelo Angelin, ficando para o sucessor Jerônimo Santana inaugurar. Mesmo sem ter sido convidado, Angelin compareceu à solenidade e o Cerimonial não incluiu o nome do ex-governadores nem para ser saudado, nem para discursar.

Como diria a jornalista Sandra Annemberg, “que deselegante!”