20 de outubro de 2019

Picuinhas eleitorais

Por José Carlos Sá

Eleições internas definiram candidato do Sistema Fiero (Ilustra internet)

Nas eleições municipais de 1996, os diretores do Sistema Fiero resolveram lançar um candidato a vereador para testar o “potencial eleitoral” das casas que formavam o sistema indústria (Fiero, Sesi, Senai e IEL). Para isso foi feita uma pesquisa e surgiram três pretensos candidatos. Para escolher quem seria apoiado “pelos colegas”, foi feito um plebiscito e eu seria o presidente da Junta Eleitoral. Nos reunimos e definimos as regras, e quem formaria o colégio eleitoral. Estava escrito – mas não ponho minha mão no fogo se foi cumprido – que os candidatos derrotados, junto com seus eleitores, apoiariam o vencedor.

A consulta tomou corpo e começaram a aparecer as propagandas políticas, na base do “boca-a-boca” e também as pressões para incluir entre os votantes os terceirizados e os estagiários. Não concordei e renunciei ao cargo de “juiz eleitoral”. As regras foram mudadas e no dia da votação já se sabia quem ia ganhar, pelo empenho dos apoiadores do candidato.

Eleição realizada, contados os votos, o mais votado para ser o nosso representante foi o “Mestre Jonas”, que posteriormente, na eleição de verdade em outubro, foi eleito vereador de Porto Velho com 953 votos, pelo PFL.

Essa eleição teve desdobramentos, mas isso é uma outra história…

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Eleições 1996 Mestre Jonas Porto Velho Sistema Fiero 

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