26 de setembro de 2019

Escravidão: uma chaga aberta

Por José Carlos Sá

Assistimos ontem (25) ao lançamento de mais um livro do escritor e jornalista Laurentino Gomes, a quem eu já admirava em sua passagem pela revista Veja e aumentei a admiração com a leitura da trilogia 1808, 1822 e 1889 e do acompanhamento quase diário das postagens dele no Twitter, sempre gentil, atencioso e muito educado, até para responder ataques comuns nas redes sociais, seja de que assunto for.

Desta vez o assunto é mais áspero e triste: a Escravidão, uma antiga prática que é registrada desde o livro Gênesis, no Velho Testamento da Bíblia, quando José foi vendido pelos irmãos dele a mercadores ismaelitas, que o levaram para o Egito. No bate papo com o autor ele usa uma frase de efeito muito forte para descrever isso: “Onde houve ser humano, houve escravidão”. Laurentino “virou” (ou foi virado) esquerdista depois de expor a chaga ainda aberta da escravidão e sua ‘filha’, o racismo.

Em entrevista ao programa Estúdio CBN Diário, com Renato Igor, Laurentino respondeu a uma pergunta sobre a escravidão em Santa Catarina: “Eu trato deste assunto no terceiro volume, em que é enfocado o Movimento Abolicionista. No século XIX houve um projeto nacional do Império, muito forte, de branqueamento da população. Joaquim Nabuco dizia que a escravidão havia corrompido a maneira como o Brasil foi constituído”. Começou então, segundo Laurentino, a importação de imigrantes europeus, católicos, brancos, “para contrabalançar a influência negra, demográfica e cultural no Brasil. Eu diria que o Paraná e Santa Catarina são o triunfo desse projeto, que não deu certo na Bahia, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais”.

Vou começar em breve a leitura do livro e depois conto minhas impressões a vocês. Algumas fotos que a Marcela fez:

Um bate papo sobre o livro e a obra, abriu a sessão, apresentada pela advogada Elza Galdino,  (Foto Marcela Ximenes)

Um bom público prestigiou o evento (Foto Marcela Ximenes)

Um abraço do mestre não tem preço (Foto Marcela Ximenes)

A “foto oficial” (Foto Marcela Ximenes)