04 de setembro de 2019

Cabeza de Vaca, o andarilho

Por José Carlos Sá

Livro sobre as aventuras e desventuras de Cabeza de Vaca (Reprodução)

Terminei a leitura do livro “Dom Álvar Núñez Cabeza de Vaca”, do jornalista Paulo Markun (Companhia das Letras/2009). O nobre espanhol andou pelas Américas, do sul dos Estados Unidos ao Rio da Prata, hoje a região da Argentina e Uruguai, com passagem pela ilha de Santa Catarina.

A aventura é muito interessante, com os espanhóis em busca de ouro ou prata, sofrendo com ataques dos nativos e intrigas entre eles mesmos. A primeira expedição à América foi em 1527, retornando à Espanha 1537.

Em 1540 Cabeza de Vaca retornou à América, desta vez como governados da província do Rio da Prata e Paraguai, tendo desembarcado na ilha de Santa Catarina, indo de cavalo para o Paraguai pelo caminho de Peabiru. Não tendo conseguido fazer um bom governo, foi mandado para a Espanha em 1545, preso. Morreu entre 1558 e 1560. Recomendo o livro.

Markun dá duas explicações para o nome da Ilha de Santa Catarina: É atribuída ao navegador veneziano Sebastião Caboto a autoria da denominação, que pode ser uma homenagem à santa padroeira da Itália, já que estava perto do dia comemorativo (25 de novembro). Ou seria um “agrado” ao piloto-mor, cuja segunda esposa chamava-se Catarina de Medrano. Também foi Caboto quem criou a vila de Nossa Senhora do Desterro, futura Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina.